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A Economia vai bem? As aparências enganam!

| ARTIGO DE OPINIÃO |

O artigo de opinião é um texto predominantemente argumentativo, onde o autor defende seu ponto de vista sobre determinado tema, não refletindo necessariamente a opinião do Diretório Estadual do Partido Liberal de São Paulo. Este artigo foi publicado originalmente no site do deputado federal Luiz Philippe de Orleans e Bragança – https://lpbraganca.com.br/

Por Luiz Philippe de Orleans e Bragança (*)

Se depender de gastos do governo tudo vai bem, obrigado, mas a Economia do mundo real vai mal. Na semana passada tivemos a novidade do confisco de dinheiro em conta inativa. O Executivo provou sua incapacidade de cortar gastos e o rombo fiscal continua cada vez maior. Sem espaço para aumento de impostos, esse governo inventa de confiscar recursos em contas esquecidas.

De acordo com o Executivo, há três razões por que a Economia vai bem: O PIB vai crescer 3% este ano, a inflação e o desemprego estão sob controle; e há investimentos sendo conduzidos em diversas áreas. Para contrabalançar, há outras razões para justificar por que ela vai mal: O PIB só tem crescido por causa dos gastos do governo, que são insustentáveis; os investimentos privados estão em baixa; pequenas e médias empresas estão sem perspectiva; todos percebem que a inflação real é muito mais alta que os índices divulgados e os empregos nos setores de serviços e comércio estão em risco com a reforma tributária.

Portanto, está sendo encenado um teatro das aparências. Parece não haver crise, céu de brigadeiro. A ignorância dos mecanismos parece entorpecer o Brasil. Como o governo gasta muito, precisa aumentar a arrecadação taxando a população, que fica com menos dinheiro e transfere ao governo um direito seu, de investir e prover seu bem estar.

Pequenos e médios empresários, amedrontados pela instabilidade tributária, assistem à novela dos aumentos semanais de impostos. O resultado é que a livre-iniciativa não está disposta a fazer investimentos.

Se fosse só o governo a atrapalhar estava bom, mas há também o STF, ao não garantir segurança jurídica aos investidores nacionais e internacionais. A falta de transparência, as artimanhas tributárias e as decisões arbitrárias, fazem do Judiciário coautor do caos no sistema político e econômico.

O abismo se aprofunda com o rombo fiscal, e o Brasil está chegando ao endividamento de 80% de seu PIB. Se os juros chegarem a 10%, já estamos no limite. E se aumentarmos o endividamento, os juros também vão ter que aumentar, em uma crise semelhante à da Argentina e da Venezuela.

Infelizmente esse governo gastador decidiu cobrar impostos da classe média em vez de atrair capital estrangeiro, indo na contramão de países que prosperaram ao entender como funciona o mercado internacional e as grandes decisões financeiras. Seria preciso ter gente capacitada nesse governo, mas para esses ignorantes, aumentar impostos e confiscar faz todo o sentido.

(*) Luiz Philippe de Orléans e Bragança GOMN, deputado federal pelo PL-SP, descendente da família imperial brasileira, é cientista político, empresário e ativista. Luiz Philippe tem formação em administração de empresas pela Fundação Armando Álvares Penteado; mestrado em ciências políticas pela Universidade Stanford nos Estados Unidos; e especialização em administração de empresas, com MBA, no Institut européen d’administration des affaires, na França.